Construção 20 de junho de 2022

Aprenda a calcular o custo da sua obra

Os trâmites legais, a fiscalização contínua da obra e os possíveis infortúnios surgidos no processo construtivo são etapas trabalhosas que, se bem realizadas, proporcionam um resultado satisfatório após a conclusão da mesma.
Dentre tantas fases, uma em particular demonstra extrema importância e utilidade antes mesmo que a construção se inicie: o planejamento do custo. Esse tem grande relevância no processo, visto que é necessário verificar a viabilidade financeira do que está sendo planejado a fim de que o orçamento previsto tenha alta assertividade.
Para isso, algumas dicas foram citadas nesse post com o objetivo de estimar o gasto de forma antecipada, algo que ajudará você a se prevenir financeiramente e ter o seu tão sonhado imóvel sem se endividar!

Métrica de distribuição do custo da obra

1. Projeto e aprovações burocráticas: entre 3% e 5%
Para construir, é fundamental que se tenha um projeto arquitetônico desenvolvido por engenheiros experientes. Isso ocorre porque, com o projeto em mãos, a previsão do custo é mais assertiva, as etapas da obra são melhor planejadas e fica mais fácil cumprir o cronograma de todo o projeto. Além disso, dependendo da complexidade que se almeja, o impacto do projeto de arquitetura no orçamento final pode ser maior.
2. Estrutura inicial: 3%
A estrutura inicial envolve preparar o canteiro de obra, como levantar o barraco, aplicar tapumes, instalar quadro de energia e mobilizar equipes. Esta pode variar de acordo com o porte da edificação e condições do local.
3. Fundações: entre 3% e 7%
Dependendo do terreno, esta etapa pode ser mais rápida e barata ou mais complexa e caraInclui fazer movimentação de terra, escavações, construir muro de arrimo caso haja inclinação no lote e as fundações da edificação em si. Além disso, haverá custos para concreto, formas, ferro, aço etc.
4. Estrutura: de 12% a 20%
A estrutura é composta por pilares, vigas e lajes de concreto armado. As pré-moldadas também são comuns, dependendo do porte da obra. Contudo, pode-se usar outras técnicas construtivas, como steel frame, wood frame e tijolos maciços. Cada uma possui características específicas e a seleção de qual deverá ser usada depende de uma análise criteriosa por parte do cliente e da equipe de engenheiros.
5. Fechamentos: entre 10% e 19%
Aqui, são incluídos materiais de alvenaria, muros, janelas, portas e portões. Os produtos e materiais são vastos e variados. Dessa forma, é preciso que seja feita esta seleção seja feita com bom senso, tendo em vista o custo de compra e a manutenção ao longo do tempo.
6. Cobertura: entre 3% e 5%
Nessa parte, considera-se um telhado padrão, de quatro águas, com estrutura de madeira, telhas de cerâmica, rufos, calhas e impermeabilização. Coberturas mais sofisticadas ou com maiores inclinações apresentam custos mais elevados.
7. Instalações elétricas: 8%
Aqui, são incluídos fios condutores, tomadas, conduítes, quadro de força, interruptores, disjuntores, cabos de lógica, telefonia, sistema de aterramento e outros de suma importância.
8. Instalações hidráulicas: entre 9% e 12%
Pode-se incluir tubos de PVC, caixa d’água, metais, louças de cozinha, lavanderia e banheiros. Caso haja sistemas de captação da chuva, haverá um custo maior. Porém, ao longo do tempo, também haverá economia de consumo e redução de impacto ambiental da edificação.
9. Acabamentos: de 20% a 38%
Esta é uma das etapas que mais se gasta tempo e mão de obra. Além disso, com a tamanha variedade de produtos para acabamentos, como pisos cerâmicos, rodapés e porcelanatos, é comum que as pessoas “percam o controle”, comprando materiais mais caros. Portanto, ressaltamos que, nessa fase, é importante que se redobre o cuidado com a especificação do que será utilizado, visando não perder o controle orçamentário.
10. Retoques, arremates e limpeza: 1%
Com o fim da obra, chega o momento de limpar o local, destinando corretamente os materiais que se encontram no lote. Ainda, é comum que haja reparos finais a serem feitos decorrentes do intenso manuseio de ferramentas e demais atividades que estavam ocorrendo no local.
11. Mão de obra: 40%
Além do preço dos materiais, o proprietário deve pesquisar sobre o custo da mão de obra, pois esse é um item que tem ligação direta com o acabamento. Isso porque, ao contratar profissionais de uma construtora, por exemplo, o gasto tende a ser maior do que no caso da contratação do serviço individual de um pedreiro ou, mesmo, de uma equipe autônoma. É indicado, assim, avaliar o que é mais interessante para a sua situação: ter um custo a mais com uma construtora ou economizar e ter trabalho dobrado.
Conte com o SINAPI e o CUB
Para ajudar na matemática, o futuro proprietário também pode contar com alguns sistemas disponíveis na internet, como o SINAPI e o CUB.
O primeiro é um índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que traz os custos do metro quadrado por estado em que os dados são atualizados mensalmente.
Já o segundo é um indicador fornecido pela Câmara Brasileira de Indústria de Construção (CBIC) que traz os custos de construir uma casa, apartamento ou empreendimento comercial.
Vale destacar que, no caso deste último, não estão incluídos o valor do terreno ou outras despesas, como portões, muros, pavimentação, fundação, ar-condicionado, bombas, áreas externas e taxas com impostos para a regularização da obra.
Será que compensa mesmo?
Os valores e porcentagens informados aqui são estimativas e podem variar dependendo do projeto.
Porém, de qualquer forma, estes são os principais desafios e objetivos da equipe de engenheiros junto ao setor de compras: ser o mais assertivo possível, buscando manter os custos dentro do valor previamente disponibilizado.

Ainda com dúvidas? Entre em contato ou deixe sua opinião nos comentários!

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